Conforme a investigação, o caso envolve uma sociedade entre irmãos que adquiriram fazendas na região de Divinópolis. Com o passar dos anos, um dos integrantes, teria realizado contratos fraudulentos com instituições financeiras, utilizando as propriedades como garantia sem o conhecimento dos outros sócios.
Segundo a apuração, os empréstimos ultrapassam R$ 21 milhões. Parte dos recursos, inicialmente vinculados à atividade agropecuária, teria sido desviada. Filhos do investigado são apontados como participantes do esquema, atuando como “laranjas”, além do envolvimento de uma contadora.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Monteiro Baeza, a operação busca reunir provas e interromper a movimentação financeira suspeita. “As medidas cumpridas hoje têm como foco reunir elementos que comprovem o esquema investigado, identificar a destinação dos valores e interromper a continuidade das práticas criminosas”, afirmou.
As investigações também indicam o uso de documentos e certificados digitais para viabilizar os contratos fraudulentos. Os agentes da Polícia Civil buscam agora identificar a movimentação financeira e a destinação dos valores obtidos.
As medidas judiciais autorizadas incluem a quebra de sigilo bancário e telemático dos investigados, com acesso a dados financeiros, registros de transações, informações de dispositivos e armazenamento em nuvem. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 21 milhões.
Além disso, foi decretado a apreensão das safras já colhidas e das que ainda estão em produção nas propriedades vinculadas à sociedade. Empresas cerealistas foram notificadas para não repassarem o valores aos investigados e devem depositar o valor em conta judicial.
Os materiais apreendidos devem subsidiar a continuidade das investigações, que seguem sob sigilo de Justiça.